sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Adoração e o Culto Cristão

Temos refletido muito nesses últimos cultos sobre o tema adoração. Definimos adoração; culto; falamos sobre os aspectos que a envolve; as características do adorador; o lado secreto da mesma ( Mt 6:6 ); seu aspecto público corporativo e conseqüentemente coletivo ( Heb 10:25) ; e diante disso tudo podemos estabelecer algumas conclusões: 1º- Deus deseja adoração. Na verdade, ele ordena que o adoremos (Mt 4.10), e ele próprio busca seus adoradores (Jo 4.23). 2º-Somente Deus deve ser adorado. Esta verdade foi ressaltada por Jesus (Mt 4.10) e é a essência dos dois primeiros mandamentos (Ex 20.3-5). 3º- Nem toda adoração agrada a Deus. Há sempre o perigo de trazermos um "fogo estranho" diante do altar e trono do Senhor (Lv 10.1-2) e contra o mesmo devemos estar sempre em guarda. Não apenas a adoração a falsos deuses é proibida nas Escrituras, mas também a adoração ao verdadeiro Deus com uma atitude errada (Ml 1.7-10; Is 1.11-15; Os 6.4-6; Am 5.21; Mt 5.23-26, etc.).
Cometemos muitos erros como igreja na adoração, ora praticando um existencialismo radical, onde a liturgia contemporânea tem sido fortemente acusada de ser um meio para se atingir emoções. Assim é que grande parte dos nossos cânticos e hinos são instrumentos de auto-ajuda e auto-aceitação, e muitas das nossas orações são meios de auto-reconciliação. O resultado final é que podemos ir para casa "descarregados" e nos sentindo bem, mas sem termos adorado verdadeiramente. Outro erro é a ênfase humanística que têm gerado uma igreja egocêntrica." numa busca frenética por entretenimento. Vivemos em uma era tecnológica onde a distração e o entretenimento tornaram-se a ordem do dia. “McAdoração” ( adoração rápida e formatada ) Como filhos desta nossa geração, exigimos que cada momento do culto venha satisfazer nossas necessidades. Neste contexto, o culto foi transformado em um "programa" e o desejo de se obter "felicidade" é certamente maior do que o de se obter "santidade." O que se perde com uma adoração distorcida? Não é uma congregação numerosa, nem uma cerimônia mais elaborada, mas a presença do próprio Deus em nossa adoração (Is 1.15). Além do mais, quando esta perda ocorre, há o sentimento constante da reprovação divina sobre nossos atos de culto (Is 1.11-15). O só meditar nestas coisas deveria levar-nos a um profundo lamento (1 Sm 4.21-22).
Vemos em Paulo adoração genuína como atitude de vida ( ele andava com o Senhor ) Atos 16:19 à 26, não depende necessariamente do lugar ( estava na prisão ) ou de circunstâncias ( suas circunstâncias eram as piores possíveis, preso ) e resulta no sobrenatural, em libertação, em salvação como a do carcereiro!

Que o Senhor nos ajude!!!

Pr Nivaldo Caldeira

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